Recomeço

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Euforia

22 de Junho de 2010

Acordei oprimido hoje. Desassogado, fui ao CAPS onde testemunhei as palestras das Drªs Kátia e Flávia (psicólogas). Ao terminar; por volta do meio dia, fui pesquisar na internet assuntos multidisciplinares. por conseguinte, fui fazer uma surpresa para a "minha gatinha". Lá chegando, fui à padaria e preparei o café. Feito isto, sentamo-nos na sala para apreciar a boa música que eu trouxera. Francamente, esta Copa do Mundo não está sendo para a nossa Seleção. O Dunga escalou bem. Contudo, não soube treinar. Muitos adversários, como Portugal, vieram muito fortes. Foi neste clima de constante euforia que ocorreu a reunião na casa da jornalista Eliane Cardoso. O preparo do almoço ficou por minha conta, com direito aos torresmos e as caipirinhas que ão podiam faltar. Mesmo a disputa terminando empatada, ambas seleções se classificaram para as finais. Sinceramente, acho que esta Copa não era para a nossa seleção. O Dunga, com toda a bagagem de jogador dele, escalou super bem. Entretanto, não soube aproveitar o potencial dos nossos atletas que ficaram sem comando algum. E, muitos adversários; como Portugal, vieram fortes e bem mais preparados. Ao chegar em casa, não foi preciso ir à padaria. Eu e a Cida passamos o café e relaxamos um pouco.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sentença Crucial

22 de Junho de 2009

Preocupada comigo por eu não atender telefonema algum, minha madrasta resolveu me surpreender me acordando quase 5:30h. Conversamos um pouco e então a mesma resolve marcar um almoço de reconciliação com meu pai. Lá; em Itaboraí, o clima até que estava alegre. Foram bastante amáveis comigo. Na semana seguinte, ao chegar no apartamento da minha irmã, fiquei sabendo que, de comum acordo, seria melhor eu morar em São Pedro da Aldeia com meu pai. Lá, eu não somente iria conviver com outras pessoas, aprender novos hábitos e culturas, mas também poderia melhorar financeiramente de vida. Não tive opção a não ser acatar, com uma certa relutância a deliberação. Após almoçar um delicioso peixe no vapor, troquei de roupa, me despedi da minha mãe e, com o coração apertado, acompanhei meu pai, minha madrasta e meu irmão mais velho; Carlos; ao carro. Durante a viagem ao sítio da família em Itaboraí não dei uma palavra. Quando olhei para a casa principal onde residi por mais de 10 anos, sabia que seria a última vez que eu pisaria lá. Peguei meus pertences mais significantes, deixando meus vinis aos cuidados de uma amiga da família, prometendo retornar para pegá-los. Tive um grande trabalho para pegar o Whisky; meu cão de estimação. Todavia, ao adentrar o carro, ele se acalmou quando o abracei carinhosamente. Chegamos na Região dos Lagos por volta das 23h. O frio estava de amargar. Uma das primeiras coisas que eu perguntei durante minha nova jornada foi sobre as regras da casa do meu pai. Fui aconchegadamente instalado em um quarto preparado especialmente para mim, uma vez que eu também levei meu "Stereo System" portátil. Na mesma semana, me inscrevi no CAPS (Centro de Assistência Psicossocial) de São Pedro da Aldeia. O espaço era bem maior do que o CAPS de Itaboraí. Dotado de campo de lazer, pátio para descanso e/ou banhos de Sol, dormitórios para deitar-se após o almoço, além de salão de jogos com DVD e cozinha própria. A Drª Mª Helena me fez a triagem e me apresentou à equipe terapêutica. Os dias seguintes seriam mais interessantes ainda. Fui para casa contar a "novidade" para meu pai e minha madrasta que me aconselharam a propôr ajudar (NO CAPS) no que fôsse preciso. E assim fiz. Conversei com a equipe terapêutica que, visto minha desenvoltura em: esportes, artes e comunicação, me colocaram como "Auxiliar Técnico" em Artes Gerais. Era época de festa caipira e eu fôra designado para junto com a Drª Deise ser o locutor do evento. Muitos familiares de Técnicos e pacientes compareceram. Mas, foi no casamento caipira que vi minha vida se transformar por completo e compreendi o quanto os propósitos de Deus são indecifráveis. Meu colega; Guanes, era o noivo e a noiva era uma bela morena de estatura média que me chamara bastante atenção. Seu nome era: Mª Aparecida (Cida). recém vinda de uma internação e recém separada de um casamento que só lhe trouxe sofrimento e baixa estima. Aos poucos fui procurando me interar sobre ela e seu histórico patológico. Fui percebendo o interesse dela por mim na medida que em cada Oficina Terapêutica eu participava. Ela dava uma olhada discreta eu retribuía e então eu recebia como resposta um belo sorriso. A timidez foi minguando na última semana de julho. O calor estava "no capricho" e tínhamos acabado de almoçar. Eu fui praticar artesanato enquanto ela foi se deitar no pátio. Não demorou muito para que eu me aproximasse e começasse a puxar conversa. Já certo das minhas intenções, a chamei para passear na praça que fica na esquina da instituição. Nos sentamos e comentamos sobre nossas famílias, sobre nós, ...enfim. Ao me dizer o quanto admirava minha beleza, nos beijamos carinhosamente e decidimos nos dar uma chance de sermos felizes um ao lado do outro. Não vou dizer que não enfrentamos inúmeras barreiras. Mas, resolvemos arriscar na certeza de que não erraríamos. Hoje eu enxergo o quanto estávamos certos e agradeço diariamente à Deus por nossa felicidade.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Recomeço

Foi, pois, antes de ontem, que eu soube, judicialmente, através da Solange (minha irmã mais velha), que, nossa mãe ficaria aos seus cuidados.
O que fiz então? orei à Deus, pedindo uma direção. Está sendo árduo para mim. Mas, se é assim que Deus quer que eu aja, é assim que será. Recebi a validação da minha visita à mamãe no Sábado. Anseio por uma certa afabilidade.
Para uma certa concordância aos fatos, minha mãe chama-se: Josefa e é uma bela dama. Mas, há aproximadamente 1 ano e 1/2, que a mesma vem sofrendo de Esclerose Múltipla. Uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza por placas disseminadas de desmielinização (perda da substância - mielina - que envolve os nervos) no crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos sumamente variados e múltiplos, às vezes com remissões, outras com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis. Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise por enzimas. Observações de casos familiares sugerem suscetibilidade genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens. Podemos dizer que atualmente há maior número de casos do que nos anos 50, e que as manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais. Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor. A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano. O diagnóstico possível e provável dependerá da experiência do neurologista que, auxiliado por exames para-clínicos pertinentes, tais como: Ressonância Magnética, líquido cefalorraquidiano, potenciais evocados e outros, chegará ao diagnóstico definitivo, sem praticamente precisar do exame anátomo-patológico. Quanto ao tratamento, além dos cuidados gerais, recomenda-se fisioterapia e psicoterapia. Usam-se antivirais como Amantadina, Aciclovir, Interferon, Imunossupressores, ACTH, Corticóides que, se não curam, poderão melhorar às vezes sensivelmente a sintomatologia, sobretudo Pulsoterapia corticóide, acompanhado ocasionalmente por plasmaferese, são algumas armas utilizadas com o intuito de combater a doença, porém devemos reconhecer que são sumamente dispendiosos e com resultados discutíveis. Inobstante poder combater os sintomas como a espasticidade (droga antiespástica), toxinas botulínica, betabloqueadores e as dores raras do Trigêmeo (carbamazepina e clonazepam), inequívocamente auxiliam a vida dos pacientes, que apresentam sempre um sinal de interrogação no seu prognóstico.
Ao deduzir isso, imediatamente eu apelei àqueles que, para mim, seriam fundamentais: meu pai e minha irmã. Sendo que, o que houve, foi bem mais cruel.: a omissão e a proibição em procurar ajuda clínica. Culminando comigo segurando a barra sozinho e surtando, pouco a pouco. Pois, sempre ao chegar em casa e encontrar um quadro cada vez mais crescente de atos nada aconselháveis, eu ficava indócil por já ter um quadro de Esquizofrenia dentro da família. Em vez d' eu conversar, eu partia para agressões físicas. E foi justamente isso que fez com que eu perdesse momentaneamente a guarda de minha mãe que, mesmo internada, estava bastante lúcida do que estava acontecendo e sempre pedia para que o juiz determinasse a volta dela para casa para ficarmos juntos. Se aproxima agora das 16:00 e minha apreensão quanto ao bem estar de minha mãe é cada vez mais crescente. Mas, tenho a certeza do quanto Deus está a frente de tudo e providenciando dias cada vez melhores.