22 de Junho de 2009
Preocupada comigo por eu não atender telefonema algum, minha madrasta resolveu me surpreender me acordando quase 5:30h. Conversamos um pouco e então a mesma resolve marcar um almoço de reconciliação com meu pai. Lá; em Itaboraí, o clima até que estava alegre. Foram bastante amáveis comigo. Na semana seguinte, ao chegar no apartamento da minha irmã, fiquei sabendo que, de comum acordo, seria melhor eu morar em São Pedro da Aldeia com meu pai. Lá, eu não somente iria conviver com outras pessoas, aprender novos hábitos e culturas, mas também poderia melhorar financeiramente de vida. Não tive opção a não ser acatar, com uma certa relutância a deliberação. Após almoçar um delicioso peixe no vapor, troquei de roupa, me despedi da minha mãe e, com o coração apertado, acompanhei meu pai, minha madrasta e meu irmão mais velho; Carlos; ao carro. Durante a viagem ao sítio da família em Itaboraí não dei uma palavra. Quando olhei para a casa principal onde residi por mais de 10 anos, sabia que seria a última vez que eu pisaria lá. Peguei meus pertences mais significantes, deixando meus vinis aos cuidados de uma amiga da família, prometendo retornar para pegá-los. Tive um grande trabalho para pegar o Whisky; meu cão de estimação. Todavia, ao adentrar o carro, ele se acalmou quando o abracei carinhosamente. Chegamos na Região dos Lagos por volta das 23h. O frio estava de amargar. Uma das primeiras coisas que eu perguntei durante minha nova jornada foi sobre as regras da casa do meu pai. Fui aconchegadamente instalado em um quarto preparado especialmente para mim, uma vez que eu também levei meu "Stereo System" portátil. Na mesma semana, me inscrevi no CAPS (Centro de Assistência Psicossocial) de São Pedro da Aldeia. O espaço era bem maior do que o CAPS de Itaboraí. Dotado de campo de lazer, pátio para descanso e/ou banhos de Sol, dormitórios para deitar-se após o almoço, além de salão de jogos com DVD e cozinha própria. A Drª Mª Helena me fez a triagem e me apresentou à equipe terapêutica. Os dias seguintes seriam mais interessantes ainda. Fui para casa contar a "novidade" para meu pai e minha madrasta que me aconselharam a propôr ajudar (NO CAPS) no que fôsse preciso. E assim fiz. Conversei com a equipe terapêutica que, visto minha desenvoltura em: esportes, artes e comunicação, me colocaram como "Auxiliar Técnico" em Artes Gerais. Era época de festa caipira e eu fôra designado para junto com a Drª Deise ser o locutor do evento. Muitos familiares de Técnicos e pacientes compareceram. Mas, foi no casamento caipira que vi minha vida se transformar por completo e compreendi o quanto os propósitos de Deus são indecifráveis. Meu colega; Guanes, era o noivo e a noiva era uma bela morena de estatura média que me chamara bastante atenção. Seu nome era: Mª Aparecida (Cida). recém vinda de uma internação e recém separada de um casamento que só lhe trouxe sofrimento e baixa estima. Aos poucos fui procurando me interar sobre ela e seu histórico patológico. Fui percebendo o interesse dela por mim na medida que em cada Oficina Terapêutica eu participava. Ela dava uma olhada discreta eu retribuía e então eu recebia como resposta um belo sorriso. A timidez foi minguando na última semana de julho. O calor estava "no capricho" e tínhamos acabado de almoçar. Eu fui praticar artesanato enquanto ela foi se deitar no pátio. Não demorou muito para que eu me aproximasse e começasse a puxar conversa. Já certo das minhas intenções, a chamei para passear na praça que fica na esquina da instituição. Nos sentamos e comentamos sobre nossas famílias, sobre nós, ...enfim. Ao me dizer o quanto admirava minha beleza, nos beijamos carinhosamente e decidimos nos dar uma chance de sermos felizes um ao lado do outro. Não vou dizer que não enfrentamos inúmeras barreiras. Mas, resolvemos arriscar na certeza de que não erraríamos. Hoje eu enxergo o quanto estávamos certos e agradeço diariamente à Deus por nossa felicidade.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
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