Recomeço

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Recomeço

Foi, pois, antes de ontem, que eu soube, judicialmente, através da Solange (minha irmã mais velha), que, nossa mãe ficaria aos seus cuidados.
O que fiz então? orei à Deus, pedindo uma direção. Está sendo árduo para mim. Mas, se é assim que Deus quer que eu aja, é assim que será. Recebi a validação da minha visita à mamãe no Sábado. Anseio por uma certa afabilidade.
Para uma certa concordância aos fatos, minha mãe chama-se: Josefa e é uma bela dama. Mas, há aproximadamente 1 ano e 1/2, que a mesma vem sofrendo de Esclerose Múltipla. Uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza por placas disseminadas de desmielinização (perda da substância - mielina - que envolve os nervos) no crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos sumamente variados e múltiplos, às vezes com remissões, outras com exacerbações, tornando o diagnóstico, o prognóstico e a eficiência dos medicamentos discutíveis. Não existem causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise por enzimas. Observações de casos familiares sugerem suscetibilidade genética e as mulheres são um pouco mais afetadas do que os homens. Podemos dizer que atualmente há maior número de casos do que nos anos 50, e que as manifestações surgem entre os 20 e os 40 anos de idade, sendo que essa enfermidade teria menor prevalência e incidência na América Latina, principalmente no Brasil, pois é mais comum em climas temperados do que em climas tropicais. Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor. A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano. O diagnóstico possível e provável dependerá da experiência do neurologista que, auxiliado por exames para-clínicos pertinentes, tais como: Ressonância Magnética, líquido cefalorraquidiano, potenciais evocados e outros, chegará ao diagnóstico definitivo, sem praticamente precisar do exame anátomo-patológico. Quanto ao tratamento, além dos cuidados gerais, recomenda-se fisioterapia e psicoterapia. Usam-se antivirais como Amantadina, Aciclovir, Interferon, Imunossupressores, ACTH, Corticóides que, se não curam, poderão melhorar às vezes sensivelmente a sintomatologia, sobretudo Pulsoterapia corticóide, acompanhado ocasionalmente por plasmaferese, são algumas armas utilizadas com o intuito de combater a doença, porém devemos reconhecer que são sumamente dispendiosos e com resultados discutíveis. Inobstante poder combater os sintomas como a espasticidade (droga antiespástica), toxinas botulínica, betabloqueadores e as dores raras do Trigêmeo (carbamazepina e clonazepam), inequívocamente auxiliam a vida dos pacientes, que apresentam sempre um sinal de interrogação no seu prognóstico.
Ao deduzir isso, imediatamente eu apelei àqueles que, para mim, seriam fundamentais: meu pai e minha irmã. Sendo que, o que houve, foi bem mais cruel.: a omissão e a proibição em procurar ajuda clínica. Culminando comigo segurando a barra sozinho e surtando, pouco a pouco. Pois, sempre ao chegar em casa e encontrar um quadro cada vez mais crescente de atos nada aconselháveis, eu ficava indócil por já ter um quadro de Esquizofrenia dentro da família. Em vez d' eu conversar, eu partia para agressões físicas. E foi justamente isso que fez com que eu perdesse momentaneamente a guarda de minha mãe que, mesmo internada, estava bastante lúcida do que estava acontecendo e sempre pedia para que o juiz determinasse a volta dela para casa para ficarmos juntos. Se aproxima agora das 16:00 e minha apreensão quanto ao bem estar de minha mãe é cada vez mais crescente. Mas, tenho a certeza do quanto Deus está a frente de tudo e providenciando dias cada vez melhores.

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